Contêiner FCL: quais são os custos envolvidos nesse tipo de transporte
Contêiner FCL: quais são os custos envolvidos nesse tipo de transporte


A escolha de um
contêiner FCL para o transporte marítimo de cargas é uma solução bastante procurada, visto que o envio de grandes volumes de mercadorias é uma demanda frequente para diversas empresas.


A tendência, segundo um estudo do Data Insight Markets, é que o mercado de FCL cresça a uma taxa anual composta (CAGR) de 5 a 7% entre os próximos oito anos, impulsionado pela expansão do comércio global e do e-commerce.


Além disso, essa modalidade também envolve uma série de custos que podem impactar o orçamento das empresas  significativamente. 


Afinal, compreender os custos do FCL é essencial para uma gestão eficiente e para evitar surpresas financeiras durante o processo logístico.


Neste artigo, vamos explorar os principais custos envolvidos no transporte de um contêiner FCL, as particularidades de cada despesa e aprender a planejar o transporte de maneira mais eficaz e econômica.



Quais são os custos envolvidos no transporte de um contêiner FCL?

Ao optar pelo transporte de carga via modalidade FCL (Full Container Load), é essencial considerar os diversos custos envolvidos nessa operação logística. 


Entre os principais custos, destacam-se:


THC (Terminal Handling Charge)

A Terminal Handling Charge (THC) é uma taxa cobrada pelas atividades de manipulação realizadas no terminal portuário. 

Essas atividades incluem o carregamento e descarregamento dos contêineres, bem como a movimentação interna no porto.


No caso do transporte de um contêiner FCL, o valor do THC é determinado pela empresa de transporte marítimo e pode variar conforme o tipo de contêiner utilizado e a localização do porto. 


Por exemplo, portos mais movimentados ou com infraestrutura mais moderna podem ter taxas maiores devido aos custos operacionais superiores.


B/L (Bill of Lading)

Além das taxas como o THC, é preciso se atentar ao Bill of Lading (B/L), um documento essencial que confirma o recebimento da carga a bordo do navio e atua como um contrato entre o exportador e a companhia marítima.


A taxa relacionada ao B/L cobre os custos administrativos da emissão desse documento. 


O B/L não apenas facilita a movimentação da carga em um contêiner FCL, mas também serve como um título de propriedade da mercadoria, vital para a liberação da carga no destino final.

Portanto, a precisão e a adequação desse documento são essenciais para evitar atrasos e problemas legais.

ISPS (International Security Port Surcharge)

Já o International Security Port Surcharge (ISPS) é uma sobretaxa aplicada no modal marítimo para cobrir os custos das medidas de segurança internacionais implementadas nos portos.


Essas medidas foram estabelecidas após os eventos de 11 de setembro de 2001 em todo o mundo, visando aumentar a segurança contra ameaças terroristas no transporte marítimo. 


Esta taxa é geralmente fixa, mas pode variar de acordo com o porto e a companhia marítima, refletindo as diferentes necessidades de segurança e infraestrutura de cada local.

Texto: O ISPS financia medidas de segurança adicionais para proteger portos, navios e cargas.

Outras possíveis despesas

Além das taxas mencionadas, existem outras despesas que podem ser incorridas durante o processo de transporte FCL, incluindo:


  • Desembaraço aduaneiro: esse é o processo de liberação da carga pela alfândega, que pode envolver taxas adicionais, dependendo do país de importação ou exportação.
  • Armazenagem: é cobrada a partir do momento que seu FCL chega ao terminal. O custo geralmente é um percentual do valor da carga com um valor mínimo, dando o direito do FCL ficar armazenado, em média, de 10 a 15 dias. Se a carga permanecer no terminal por um período além do previsto, serão aplicadas mais taxas de armazenagem. Esses custos podem acumular rapidamente, tornando essencial uma gestão eficiente de tempo.
  • Demurrage: essa taxa é cobrada quando o contêiner não é entregue dentro do prazo acordado com o armador. Esse custo pode ser bastante oneroso, visto que é em dólar e cobrado por dia e por contêiner. 
  • Outros custos logísticos: dependendo da natureza da carga e do destino, pode haver necessidade de serviços adicionais, como inspeções sanitárias, certificações específicas, seguros, entre outros. 


Vale destacar, ainda, que para coleta da carga na origem ou entrega do contêiner no destino, podem surgir custos relacionados ao transporte rodoviário.


Saiba mais sobre demurrage e como fazer para evitar esse custo

Conheça as diferenças entre transporte de contêiner FCL e LCL

Para saber mais sobre o transporte de contêiner FCL, suas diferenças em relação ao serviço LCL e outras informações importantes, consulte outros materiais que produzimos.



Abaixo, acesse nosso infográfico que lista as principais diferenças entre esses dois modais marítimos, além de suas vantagens e desvantagens.


LCL X FCL: chegou a hora de entender a diferença entre os modais

Continue a navegar no blog da Allink

Vista aérea de contêineres em terminal portuário nos portos de Santa Catarina para operações marítim
Por Equipe Allink • 21 de setembro de 2026
Conheça os principais portos em Santa Catarina, suas características, operações e importância para a logística marítima brasileira.
Navio de carga próximo a porto com montanhas ao fundo.
Por Giovanna Oliveira • 17 de setembro de 2026
Veja como a Golden Week chinesa impacta a logística marítima internacional, tanto em embarques e prazos quanto no planejamento de importadores e exportadores.
Uma vista aérea de um grande navio porta-contêineres atracado em um porto.
Por Carla Lima • 17 de agosto de 2026
Os maiores portos do Brasil possuem diferentes funções no transporte de mercadorias e na conexão do país com o comércio internacional. Para entender a relevância de cada um, é importante observar critérios objetivos, como o volume de contêineres movimentados ao longo do ano .  Neste artigo, apresentamos os dez complexos portuários brasileiros com maior movimentação de contêineres entre janeiro e dezembro de 2025 , de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários , a ANTAQ. O indicador utilizado é o TEU , unidade equivalente a um contêiner de 20 pés . Como referência, um contêiner de 40 pés corresponde a dois TEUs . Ao longo da leitura, você encontrará informações sobre a localização , o tipo de instalação , as cargas atendidas e a importância de cada porto para o comércio exterior. Nota sobre o ranking: a nomenclatura segue a classificação apresentada pela ANTAQ. Em determinados casos, o complexo portuário reúne diferentes terminais e instalações situados na mesma região. Boa leitura!
Voltar ao blog

Mantenha-se informado sobre o comércio exterior

Assine nossa newsletter e receba atualizações semanais de forma gratuita sobre o mundo da logística.

Share by: